40% dos eleitores de Flávio Bolsonaro podem mudar o voto até outubro, mostra Quaest

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40% dos eleitores de Flávio Bolsonaro podem mudar o voto até outubro, mostra Quaest

Os dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15) mostram que a disputa presidencial não é definida apenas pelo tamanho das intenções de voto, mas também pelo grau de fidelidade dos eleitores.

No total da amostra, 57% dos entrevistados afirmam que o voto é definitivo, enquanto 43% dizem que ainda podem mudar de candidato até a eleição, em outubro. O número mantém o cenário aberto e indica um contingente relevante de eleitores disponíveis para mudança.

Quando o dado é segmentado por candidato, aparece um padrão distinto entre esquerda e direita. Entre eleitores de Lula, 65% dizem que o voto é definitivo e 35% admitem mudança. No caso de Flávio Bolsonaro, o índice de fidelidade é menor: 60% afirmam que a escolha está fechada, enquanto 40% ainda podem mudar.

Entre eleitores de Ronaldo Caiado, 60% dizem que podem mudar de voto. No caso de Romeu Zema, esse percentual chega a 81%. O dado indica que parte relevante do eleitorado desse campo ainda não consolidou sua preferência.

Esse comportamento está associado à maior fragmentação da direita na pesquisa. A presença de múltiplos candidatos distribui o eleitorado entre diferentes nomes, o que reduz o nível de fidelização individual e amplia a disposição para mudança ao longo do tempo.

Na prática, isso significa que o campo conservador opera com uma base mais fluida, em que decisões de voto ainda estão em formação. Esse perfil contrasta com o eleitorado lulista, que aparece mais concentrado e com maior grau de definição.

O levantamento não aponta, por si só, para um beneficiário direto dessa volatilidade. O que os dados mostram é um ambiente em que parte do eleitorado da direita ainda pode migrar entre candidaturas, dependendo de fatores como desempenho de campanha, alianças e percepção de viabilidade.

A pesquisa Quaest, contratada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas pessoalmente, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-09285/2026

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