A próxima grande onda da Bolsa? Veja as 10 small caps mais recomendadas para maio

As ações de empresas de menor capitalização de mercado, ou small caps, continuam sofrendo em meio às incertezas com a guerra no Irã e um cenário em que a alta do petróleo pode manter os juros altos por mais tempo, mas analistas e alocadores seguem de olho nessa fatia da Bolsa com o objetivo de surfar uma possível rotação das blue chips.
O Índice de Small Caps, SMLL, caiu 3,16% em abril, enquanto o Ibovespa se equilibrou em uma alta de 0,64%, com a ajuda dos investidores estrangeiros e das ações de grandes empresas. No ano, o SMLL acumula alta de 2,68%, ante 16,26% do Ibovespa.
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A expectativa é que essas empresas menores que ficaram para trás se beneficiem da retomada da bolsa brasileira no momento que a crise internacional for superada e o cenário brasileiro fique mais claro, permitindo uma queda maior dos juros e a aceleração da economia.
O InfoMoney separou as ações de small caps mais indicadas por seis corretoras em maio, com destaque para os setores de varejo, de olho na queda dos juros, e saneamento, com possíveis privatizações.
Pague Menos (PGMN3)
Para o BTG Pactual, o recente aumento de capital da empresa marca o início de uma nova fase, de fortalecimento do balanço patrimonial e de busca por maior produtividade. E um programa de expansão renovado. O banco vê a empresa negociada por uma relação preço/lucro de 10 vezes, com possibilidade de alta interessante por conta das oportunidades na área de medicamentos GLP-1, ligados ao emagrecimento, como o Mounjaro.
C&A (CEAB3)
O Santander Brasil diz que segue confiante na empresa apesar das preocupações com a deterioração macroeconômica. Em 2026, o banco espera que a empresa se beneficie da maturação de iniciativas tomadas nos últimos anos. Além disso, a abertura de cerca de 40 lojas e os investimentos em logística devem fortalecer o crescimento da companhia no médio prazo, tanto nas vendas físicas quanto no e-commerce.
Smart Fit (SMFT3)
A Ágora avalia que a empresa combina crescimento exponencial, alta rentabilidade e amplo espaço para expansão na América Latina. A corretora cita a expectativa de duplicação de vendas em quatro a cinco anos, com retorno de capital de longo prazo próximo de 30%. O potencial de internalização, com risco mitigado, amplia significativamente o mercado e sustenta a tese de crescimento. A Ágora cita ainda o TotalPass, sistema de parceria com empresas, que deve fortalecer a liderança no segmento pelas parcerias B2B, criando um ecossistema único que melhora a conveniência, retenção e poder de preços.
3tentos (TTEN3)
Segundo o Santander Brasil, o momento operacional da 3tentos deve seguir sólido, mesmo com a rentabilidade do agronegócio sob pressão. A queda dos prêmios de exportação de soja, impulsionados por acordos de compra entre China e Estados Unidos, pode aumentar a rentabilidade do biodiesel. A empresa também continua expandindo sua presença geográfica, impelementando seu modelo de negócios no Pará, além de operações focadas no varejo em outros estrados.
Azzas 2154 (AZZA3)
Para o BB Investimentos, os resultados recentes mostram resiliência das margens, disciplina nos custos e gradual evolução das principais linhas de negócios. Além disso, a empresa segue bem posicionada para capturar uma eventual melhora do ciclo doméstico, especialmente com a queda dos juros e suas ações mostram equilíbrio atrativo entre risco e retorno e descontadas em relação ao seu potencial.
Copasa (CSMG3)
Em janeiro, o governo de Minas Gerias definiu o modelo de privatização da companhia, mais um avanço relevante no processo, avalia o BTG Pactual. O banco mantém a ação na carteira de small caps afirmando que os principais catalisadores associações à privatização devem se manterializar nos próximos meses.
Iguatemi (IGTI11)
Recentemente, o Santander Brasil elevou o preço-alvo da ação de R$ R$ 34,50 para R$ 40,70 e reiterou a recomendação de compra, incorporando a venda de ativos, o aumento na participação no Pátio Higienópolis, a compra de participação no shopping Pátio Paulista e o adiamento da inauguração das expansões do Iguatemi Brasília e São Paulo.
Orizon (ORVR3)
A empresa especializada em gestão e valorização de resíduos foi escolhida como principal escolha pelo Santander Brasil no setor de Energia e Saneamento pois espera que o segmento de resíduos continue evoluindo e que os municípios recorram cada vez mais a operadores privados. Para o Santander, o mercado subestima o valor de longo prazo da compra da Vital, que cria a maior empesa de gestão de resíduos da América Latina.
Marcopolo (POMO4)
A companhia segue apresentando evolução operacional consistente, com melhora no volume de entregas, recomposição de margens e ganhos de eficiência, diz o BB Investimentos. Além disso, a carteira de pedidos permanece saudável, garantindo boa visibilidade de receita. Com expectativa de queda nos juros e estimula à demanda por renovação de frotas, a empresa deve se beneficiar tanto do mercado doméstico quando de exportações.
Sanepar (SAPR11)
Para o BTG Pactual, o principal evento de Sanepar será de natureza política. A disputa pelo governo estadual pode levar os investidores a esperar que a empresa se torne mais eficiente ou dê passos rumo à privatização. Em ambos os casos, o potencial de valorização é significativo. Segundo o BTG, a ação apresenta algumas característica especulativas, mas está entre as histórias mais promissoras de 2026.
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