B3 (B3SA3) registra volumes fortes em março com Ibovespa em máximas

Com Ibovespa renovando máximas históricas, impulsionado pelo ingresso de capital estrangeiro e pelo maior apetite ao risco, a B3 (B3SA3), cuja as ações já subiram 45% ano ano, registrou forte avanço nos volumes. O volume financeiro médio negociado (ADTV) no segmento de ações cresceu 48,3% em março de 2026 na comparação anual.
O JPMorgan considera os números da B3 muito fortes em março e no 1T26 e, embora o mercado já esperasse parte disso, o banco vê espaço para revisões adicionais para cima no consenso.
Contudo, por volta das 11h30 (horário de Brasília), as ações da operadora da Bolsa brasileira caíam 1,71%, a R$ 19,50.
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No trimestre, o ADTV (volume médio diário de negociações) em ações somou R$ 37 bilhões, ficando 33% acima da estimativa do JPMorgan. Mais importante, o maior valor de mercado no 1T também gera efeito de carregamento para o 2T, podendo trazer risco de alta para a projeção anual de R$ 32 bilhões em volumes, já que níveis mais elevados de market cap tendem a sustentar volumes maiores.
Os derivativos listados também apresentaram números fortes, com receitas de R$ 886 milhões no 1T26, alta de 7% na base anual e 6% acima das estimativas do banco. No mercado de balcão (OTC), os dados também vieram sólidos, com registros crescendo 47% na comparação anual e custódia avançando 15%.
A unidade de financiamento também mostrou bom desempenho, com garantias (liens) em alta de 22% na comparação anual, embora com menor relevância para os resultados.
O JPMorgan afirma preferir a ação antes dos resultados do 1T26, mas mantém recomendação neutra e preço-alvo R$ 15, refletindo o potencial de valorização limitado, com a empresa negociando a 16-17 vezes lucro.
De forma geral, a XP avalia os dados mensais como positivos. No segmento de renda variável, o ADTV foi o principal destaque positivo, alcançando um ritmo de crescimento de 48,3% na base anual, refletindo o forte desempenho de ações à vista e do mercado de opções.
O time da XP destaca que os derivativos ex-índice de ações reverteram a tendência negativa observada nos últimos meses, com o ADV avançando 36,8% na base anual, impulsionado principalmente pelo crescimento de em contratos de taxas de juros em reais.
A renda fixa também apresentou desempenho positivo, com novas emissões crescendo na comparação anual.
A XP prevê uma receita de R$ 2,9 bilhões no 1T26, um resultado 15% acima das suas estimativas, impulsionado pelo forte ingresso líquido de capital estrangeiro observado no início do ano. Embora reconheça a melhora dos fundamentos, a corretora acredita que a ação já reagiu de forma relevante, o que limita o potencial de alta na ausência de uma melhora mais significativa do cenário macroeconômico. Dessa forma, reiterou recomendação neutra.
O Goldman Sachs destaca que os dados operacionais de março mostraram uma leve desaceleração no ADTV de ações, ainda que em níveis elevados e com forte crescimento anual.
Por outro lado, o ADTV de abril indica leve desaceleração para R$ 33,0 bilhões, um pouco abaixo da estimativa do banco para o 2T26 (R$ 33,8 bilhões). Em contrapartida, os volumes de derivativos avançaram de forma expressiva na comparação mensal, levando as receitas trimestrais a ficarem 24% acima das estimativas do banco.
Os segmentos de registros e da unidade de financiamento também apresentaram forte crescimento mensal, com exceção dos registros de renda fixa, que ficaram abaixo das projeções no trimestre. Na visão do banco, a força dos volumes deve ser bem recebida pelo mercado e recomenda compra, com preço-alvo de R$ 22.
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