Braskem: BBI prevê novo ano de queima de caixa e rebaixa ação para venda; BRKM5 cai

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Braskem: BBI prevê novo ano de queima de caixa e rebaixa ação para venda; BRKM5 cai

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Braskem (BRKM5) de market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) para underperform (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à venda), após projetar mais um ano de queima de caixa para a petroquímica, refletindo a desaceleração da demanda no mercado químico brasileiro e o aperto adicional dos spreads estruturais.

O preço-alvo para 2026 do ADR foi reduzido de R$ 8,00 para R$ 4,00 por ação (US$ 1,50 por ADR, ou recibo de ações negociado nos EUA), com base em um múltiplo EV/EBITDA (Valor da Firma sobre Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 8,0 vezes, equivalente a um desconto de 10% frente a LyondellBasell e Westlake.

Por volta das 10h20 (horário de Brasília), as ações petroquímica recuavam 3,23%, cotadas a R$ 8,69.

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Nesse contexto, o Bradesco BBI revisou novamente para baixo suas estimativas e projeta queima de caixa da ordem de US$ 1 bilhão até o fim de 2026 e cerca de US$ 600 milhões até 2027.

Apesar da aprovação recente do PRESIQ, as tarifas antidumping de PE (polietileno) contra os EUA e o aperto temporário na oferta global de químicos devido à guerra devam ajudar a melhorar os resultados neste ano, os fundamentos do negócio e a estrutura de capital da companhia seguem bastante desafiadores. Além disso, o BBI destaca que a valorização do real frente ao dólar também tem efeito marginalmente negativo sobre os resultados.

Mesmo em um cenário em que a guerra sustente spreads elevados até o fim de 2026, a alavancagem (dívida líquida/Ebitda) pode voltar a superar 10 vezes em 2027, o que reforça a avaliação de que a situação é insustentável.

Em termos de valuation, a Braskem negocia a 9,1 vezes EV/EBITDA (Valor da Firma sobre Ebitda) para 2026 e 12,8 vezes para 2027, cerca de 20% acima de pares globais, o que não se justifica, já que o esperado seria um desconto.

Segundo analistas, a expectativa é que o IG4 Capital assuma o controle da companhia em breve, o que pode exigir decisões difíceis, nem sempre favoráveis aos acionistas nos preços atuais. Nesse contexto, uma reestruturação de capital é considerada altamente provável, inclusive com possibilidade de soluções extrajudiciais ou judiciais.

Para o BBI, o principal risco altista para a recomendação seria a manutenção de spreads elevados por mais tempo, sustentados pela guerra no Irã, o que poderia levar a companhia a voltar a gerar caixa. Ainda assim, o cenário é visto como pouco provável.

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