De 35 a 1.300 funcionários em 6 anos: os bastidores da escalada da Flash

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De 35 a 1.300 funcionários em 6 anos: os bastidores da escalada da Flash

O plano inicial da Flash era crescer de forma disciplinada, usando capital próprio e apoio de pessoas próximas. Mas a velocidade da operação mudou a rota da companhia. O mercado percebeu cedo que havia algo diferente acontecendo e o dinheiro começou a chegar.

Pedro Lane, cofundador da startup, afirma que a empresa não nasceu pensando em grandes rodadas. O cenário mudou quando investidores passaram a procurar a startup espontaneamente.

“O fato é que um dos nossos parceiros, no começo da Flash, tava levantando dinheiro no mercado de venture capital. A gente já tava na apresentação deles e os investidores que tavam ancorando aquela rodada daquela empresa se interessaram pela Flash. Esses fundos bateram na nossa porta”, afirma.

A primeira rodada abriu espaço para novos aportes. Depois vieram investidores ainda maiores, acompanhando a execução acelerada do negócio. “Em setembro de 20, a gente vinha explodindo de crescimento. Fizemos a nossa rodada, a Série B, na qual a gente levantou 20 milhões de dólares com Tiger Global, que é um dos maiores fundos de investimento do mundo gigantesco, hedge fund gigantesco, que nos dá a capital pra continuar acelerando ainda mais”, afirma.

Nos anos seguintes, a aceleração continuou e em todos os sentidos. Para Lane, o volume captado superou qualquer expectativa inicial. “Fomos crescendo muitas vezes até levantar 100 milhões de dólares. Nunca imaginei na minha vida que a gente pudesse acessar essa montanha de capital. É mais dinheiro que eu imaginei levantar a minha vida inteira. Esse negócio vai ser o futuro desse mercado”, lembra Lane.

O executivo participou do programa Do Zero ao Topo, e contou mais detalhes de como foi o nascimento da empresa, os momentos mais difíceis e o crescimento em pouco tempo.

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Pandemia virou catalisador

Se para muitas empresas a Covid-19 representou freio, para a Flash o período funcionou como catalisador. Com o avanço do trabalho remoto, companhias passaram a buscar benefícios mais aderentes à nova rotina dos funcionários.

“O que mais ele precisa? Agora, ele precisa de um benefício que realmente atenda as necessidades dele”, afirma. “A gente vinha explodindo de crescimento. A gente dobrava todo mês de número de clientes.”

A tese da startup ganhou força e a demanda disparou. O impacto também foi interno. A Flash precisou reforçar equipes, ampliar estrutura e acelerar contratações para acompanhar a expansão.

“A companhia saiu de 35 pessoas em 15 de março de 2020 para quase 1.300 funcionários hoje. A gente é uma empresa de produto, tecnologia e vendas”, diz Lane.

Ele destaca ainda que o crescimento exigiu musculatura operacional em diversas frentes, de vendas a tecnologia. Mesmo após atingir escala nacional e consolidar novas frentes de atuação, para o fundador a jornada só está no começo.

“O fato é que a Flash construiu algo grande sobre qualquer métrica hoje, mas a gente ainda tá muito no nosso começo. Em 7 anos você não constrói nada. Você começa a pavimentar para a construção de alguma coisa possivelmente relevante”, diz.

Para saber mais detalhes sobre a criação e estratégia da Flash veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.

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