Energia vai ficar mais barata no Brasil em 2027; entenda o que muda

Na última segunda-feira (13), o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, afirmou que a energia deve ficar mais barata a partir de 2027. A mudança está ligada à revisão do tratado entre Brasil e Paraguai, o que pode impactar diretamente a conta de luz dos consumidores.
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O ponto central dessa mudança é a revisão do chamado Anexo C do Tratado de Itaipu, que define as bases financeiras e o modelo de cobrança da energia produzida pela usina. Como o acordo previa uma reavaliação após 50 anos, as negociações atuais buscam redefinir os critérios de preço.
O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, afirmou que a definição das novas tarifas deve ocorrer ainda este ano:
A ideia é que, no máximo em dezembro desse ano, a gente possa anunciar a tarifa para o ano que vem ou para os próximos anos, depende da negociação e como se monta isso. Mas uma coisa é certa, a partir do ano que vem, seremos a menor tarifa do país
Verri também destacou o impacto social da redução no custo da energia, reforçando que a medida vai além de questões econômicas. “Para nós, política pública é energia barata, porque quanto mais barata for essa energia, mais inclusão social. Energia barata é para dona de casa, para o trabalhador, para o estudante. E para indústria também”, afirmou.
Nos últimos anos, a tarifa foi mantida em níveis mais altos por conta de custos históricos, incluindo a dívida da construção da hidrelétrica. Com esse passivo praticamente quitado, abre-se espaço para uma redução significativa, já que o valor passaria a refletir mais diretamente os custos operacionais.
Segundo Verri, a expectativa é que a energia de Itaipu se torne uma das mais baratas do país, beneficiando consumidores residenciais, comércio e indústria.
O que muda na conta de luz
Como Itaipu responde por cerca de 8% da energia consumida no país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, qualquer queda no custo tende a pressionar as tarifas para baixo.
Além disso, energia mais barata pode contribuir para conter a inflação, já que o custo da eletricidade impacta diretamente diversos setores produtivos. Esse movimento também pode melhorar a competitividade da indústria nacional e aumentar o poder de compra da população.
Divergências entre Brasil e Paraguai
Apesar do cenário positivo para o Brasil, as negociações não são simples. O Paraguai, que consome apenas parte da energia que tem direito, depende da venda do excedente ao Brasil como fonte importante de receita.
Por isso, o país vizinho defende tarifas mais altas, enquanto o lado brasileiro busca reduzir os custos. Uma das alternativas em debate é permitir que o Paraguai venda sua energia diretamente no mercado livre brasileiro.
Com energia mais barata e maior flexibilidade, Itaipu tende a assumir um papel mais relevante no sistema elétrico. A usina pode funcionar como uma espécie de “bateria natural”. E para diminuir ainda mais os seus gastos, separamos truques que deixam a casa mais inteligente e reduzem a conta de luz.