Enorme tsunami de 2025 no Alasca foi o segundo maior já registrado no mundo

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Enorme tsunami de 2025 no Alasca foi o segundo maior já registrado no mundo

O Tracy Arm Fjord, ⁠no sudeste do Alasca, dentro da Tongass National Forest, ⁠apresenta uma vista majestosa, com uma estreita enseada marítima cercada por imponentes ‌penhascos de granito, cachoeiras e geleiras. Em uma manhã do ano passado, também foi o local de um poderoso deslizamento que provocou um enorme tsunami localizado.

Os pesquisadores agora ‌determinaram que o tsunami de 10 de agosto de 2025 foi o segundo maior já registrado, com uma onda que atingiu até 481 metros de altura — mais alta do que o Empire State Building da cidade de Nova York. O tsunami atravessou o fiorde, arrancando violentamente a vegetação das paredes rochosas íngremes.

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O fiorde tem sido um destino ⁠turístico ‌popular, mas como o tsunami ocorreu às 5h30 da manhã, não havia navios de ⁠cruzeiro ou outros barcos na hidrovia e ninguém ficou ferido.

Os pesquisadores disseram que o deslizamento foi causado pela mudança climática. A geleira que sustentava a montanha havia recuado em meio ao aquecimento das temperaturas, deixando a rocha sem suporte.

‘O fato de o deslizamento ter ocorrido tão cedo pela manhã foi uma sorte ​inacreditável. Da próxima vez — e haverá uma próxima vez — talvez não tenhamos tanta sorte’, disse o geomorfologista Dan Shugar, da Universidade de Calgary, principal autor do ​estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science.

Esses locais têm estado na vanguarda dos impactos da mudança climática.

Não havia fotografias ou registros em vídeo do tsunami, então os cientistas reconstruíram os eventos usando fotos aéreas tiradas posteriormente, dados de satélite e sísmicos, trabalho de campo no local e relatos de pessoas que estavam próximas na ocasião.

Tracy ‌Arm, a cerca de 80 km ao sul de ​Juneau, capital do Alasca, tem aproximadamente 40 km de comprimento e 1 km de largura, com penhascos ao redor com mais de 1.000 metros de altura. Os pesquisadores determinaram a altura da onda medindo ⁠onde ocorreu a remoção da vegetação, ​deixando cicatrizes dramáticas nas ​paredes rochosas. A onda subiu tão alto porque o imenso volume de água deslocado pela rocha do deslizamento ⁠foi espremido em um espaço confinado.

‘A vegetação ​completamente devastada, como uma marca de banheira ao redor do fiorde, é provavelmente a diferença mais marcante na aparência atual em comparação com o ano passado, a menos que você estivesse ​mergulhando e pudesse ver o enorme depósito (de rochas) no fundo do oceano’, disse Shugar.

‘A vegetação removida forma basicamente uma linha muito nítida, abaixo da ​qual só há rochas, sedimentos ⁠e alguns tocos de árvores, e acima da qual está a floresta virgem, como estava em 9 de ⁠agosto, antes do tsunami. São como dois mundos diferentes’, acrescentou Shugar.

Cerca de 64 milhões de metros cúbicos de rocha desmoronaram em um minuto. Isso é 24 vezes o volume da Grande Pirâmide de Gizé, de acordo com o geofísico da University College London e coautor do estudo, Stephen Hicks.

‘Esse colapso desencadeou uma onda sísmica observada em todo o mundo’, disse ​Hicks.

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