ETA para entrar no Reino Unido: como funciona, quanto custa e como evitar golpes

InfoMoney Tech
ETA para entrar no Reino Unido: como funciona, quanto custa e como evitar golpes

O sistema de autorização eletrônica para entrar no Reino Unido (ETA) avança para mais nacionalidades, e já virou alvo de golpes que atingem quem está planejando a viagem.

Relatos recentes mostram que, ao buscar termos como “visto para Londres” ou “ETA Reino Unido”, as pessoas chegam a sites que imitam páginas oficiais do governo britânico. Em alguns casos, o usuário chega a pagar até cinco vezes o valor oficial, ou nem recebe uma autorização válida após informar dados como número de passaporte e cartão.

Autoridades europeias de cibersegurança, como o Safeonweb, da Bélgica, já alertam para o padrão. “Criminosos criam sites que parecem oficiais para enganar viajantes e cobrar taxas infladas ou roubar dados pessoais”, diz o órgão.

O que é o ETA e quem precisa tirar

O ETA (Electronic Travel Authorisation) é uma autorização eletrônica exigida pelo governo britânico de viajantes que entram no país sem visto prévio.

Basicamente, é uma permissão digital vinculada ao passaporte, que precisa ser aprovada antes do embarque. Sem essa autorização, a companhia aérea pode impedir o embarque ainda no país de origem.

É importante não confundir: o ETA não é um visto e não garante a entrada no Reino Unido. A decisão final continua com a imigração na chegada, sendo que o viajante pode passar pelas perguntas de costume.

O governo britânico vem ampliando o uso do ETA de forma gradual. Atualmente, cidadãos de mais de 80 países que antes viajavam sem necessidade de autorização prévia (inclusive brasileiros) precisam apresentá-lo no momento do embarque.

Quanto custa, quanto tempo vale e o que permite

O ETA tem custo oficial de £20 (ou R$ 135, na cotação atual) e pode ser usado por até 2 anos, ou até o vencimento do passaporte vinculado à autorização.

Durante esse período, o viajante pode entrar no Reino Unido mais de uma vez, com permanência de até 6 meses por visita, segundo o GOV.UK. O governo britânico recomenda fazer o pedido com antecedência, já que a análise pode levar cerca de três dias úteis, embora muitas respostas saiam antes disso.

H2 — Como tirar o ETA com segurança

O pedido do ETA deve ser feito diretamente nos canais oficiais do governo britânico, como o site do GOV.UK ou o aplicativo “UK ETA”.

O processo é individual e leva poucos minutos. Para preencher a solicitação, o viajante precisa ter em mãos:

  • passaporte válido (o mesmo da viagem);
  • e-mail para receber a confirmação;
  • meio de pagamento internacional;
  • foto recente.

Durante o pedido, também é necessário responder a perguntas básicas sobre histórico pessoal, e o governo britânico analisa as informações antes de aprovar a autorização. Pode haver negativa do pedido em alguns casos, normalmente quando há informações inconsistentes ou incorretas ou problemas anteriores com imigração (como deportação) ou histórico criminal relevante.

ETA funciona praticamente como uma triagem antes da viagem. Quando há algum impedimento, o viajante precisa solicitar um visto padrão, e isso envolve um processo mais detalhado.

Um ponto de atenção: não existe versão “expressa” ou aprovação garantida fora dos canais oficiais. Promessas desse tipo costumam aparecer em sites intermediários e são um dos sinais mais comuns de golpe.

Golpes com ETA: como identificar um site falso

O principal risco de golpes com ETA hoje está em buscas na internet.

Segundo o Safeonweb, os sites criminosos costumam estar entre os primeiros resultados de busca, muitas vezes como anúncios pagos, e usam termos como “UK visa” ou “ETA application” para atrair quem está procurando informações.

Relatórios de empresas de segurança digital, como a Malwarebytes, indicam que alguns desses serviços até intermediam o pedido real, mas cobram valores muito acima do oficial. Em outros casos, o usuário paga e não recebe uma autorização válida.

Alguns sinais ajudam a identificar páginas que não fazem parte dos canais oficiais:

  • endereço que não termina em “gov.uk”;
  • cobrança acima de £20;
  • promessa de urgência ou aprovação garantida;
  • falta de clareza sobre quem presta o serviço.

O GOV.UK alerta que outros sites podem cobrar mais pelo serviço e recomenda usar apenas os canais oficiais para evitar custos adicionais e riscos de fraude.

The post ETA para entrar no Reino Unido: como funciona, quanto custa e como evitar golpes appeared first on InfoMoney.