Flávio chama Desenrola 2 de “ficção” e critica uso do FGTS para dívidas

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Flávio chama Desenrola 2 de “ficção” e critica uso do FGTS para dívidas

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta quarta-feira (6) o novo Desenrola Brasil, programa lançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para renegociação de dívidas de famílias endividadas.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar classificou a iniciativa como “ficção” e afirmou que o programa não resolverá estruturalmente a inadimplência no país.

Na gravação, Flávio associou o crescimento do endividamento ao cenário econômico do governo federal e acusou o Planalto de elevar o custo de vida da população. “Criam o problema e usam o seu dinheiro para tentar resolver”, afirmou o senador.

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O pré-candidato do PL também comparou o programa a uma medida paliativa diante do avanço das dívidas das famílias brasileiras. Segundo ele, o governo tenta curar uma “infecção generalizada com band-aid”. Para Flávio, a solução passaria por redução de juros, corte de impostos e aumento da renda disponível da população.

As críticas ocorrem no mesmo momento em que o governo tenta transformar o novo Desenrola em uma das principais vitrines econômicas para 2026. A nova etapa do programa foi lançada nesta semana com foco em renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e contratos do Fies.

A medida

O pacote prevê juros limitados a 1,99% ao mês e descontos entre 30% e 90% sobre o valor das dívidas. O governo também autorizou o uso de até 20% do saldo do FGTS para abatimento dos débitos renegociados.

O programa é voltado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos e contempla dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos. A adesão será feita diretamente nos bancos credores, sem necessidade de plataforma centralizada, modelo diferente da primeira edição do Desenrola.

Além da renegociação, o governo estabeleceu contrapartidas para instituições financeiras participantes, como a retirada de restrições de crédito para dívidas de até R$ 100 e bloqueios de transações envolvendo apostas online para beneficiários do programa durante um ano.

O lançamento ocorre em meio ao aumento histórico da inadimplência no país. Dados do Banco Central mostram que o comprometimento da renda das famílias com dívidas atingiu os maiores níveis da série histórica. Já levantamento da Serasa apontou 82,8 milhões de brasileiros negativados em março deste ano.

Nos bastidores, aliados de Lula avaliam que o programa também possui dimensão política. O Palácio do Planalto tenta responder à percepção de perda de renda e piora no custo de vida, fatores que têm impactado os índices de aprovação do governo em pesquisas recentes.

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