Gerdau surpreende com melhor custo no Brasil e solidez na América do Norte; ação sobe

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Gerdau surpreende com melhor custo no Brasil e solidez na América do Norte; ação sobe

A Gerdau (GGBR4) anunciou nesta segunda-feira lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão para o primeiro trimestre, um crescimento de 33,6% sobre o resultado apresentado um ano antes. Às 10h10 (horário de Brasília), as ações da companhia subiam 2,08%, cotadas a R$ 22,11.

A companhia reportou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) ajustado de R$ 2,96 bilhões no 1T26, avanço de 25% em relação ao trimestre anterior e de 23% no comparativo anual, superando em 6% as estimativas do Bradesco BBI e em 5% o consenso de mercado.

Segundo o Bradesco BBI, o principal fator por trás do resultado foi o desempenho de custos no Brasil, que surpreendeu positivamente após cinco trimestres consecutivos de retração operacional.

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“Ainda que a geração de caixa tenha sido modesta, o número ficou bem acima da nossa expectativa negativa inicial, reforçando a leitura de melhora operacional pontual”, avalia o BBI.

Regionalmente, a América do Norte segue como o principal pilar de rentabilidade, enquanto o Brasil mostrou sinais importantes de recuperação via custos, mesmo em um ambiente de preços e volumes ainda pressionados por importações e excesso de oferta.

A XP Investimentos avalia que Gerdau reportou resultados melhores do que o esperado, com EBITDA ajustado de aproximadamente R$ 3 bilhões, refletindo mais um sólido desempenho na América do Norte e margens melhores no Brasil.

O JPMorgan destaca que as operações da América do Norte e Brasil impulsionaram os resultados acima das suas estimativas. As surpresas positivas vieram de custos abaixo do esperado nas operações da América do Norte e do Brasil.

Na avaliação do Itaú BBA, o resultado acima do esperado foi impulsionado principalmente por custos melhores do que o previsto no Brasil, onde a margem EBITDA atingiu 9,2%. O banco destaca ainda a continuidade do sólido desempenho na América do Norte, com margem EBITDA de 24,1%, beneficiada por spreads de metais mais elevados.

Para o 2T26, o Itaú BBA projeta que a América do Norte seguirá ditando o ritmo, com preços mais altos sustentando novos ganhos de spreads. Esse cenário, combinado ao desempenho no Brasil, cuja margem no 1T26 superou a estimativa oficial de 8,9% para 2026, deve levar a revisões para cima das projeções de consenso ao longo do ano.

Espaço limitado para aumento de dividendos

A Genial Investimentos segue vendo espaço limitado para aumento de dividendos no curto prazo, com o dividend yield projetado em cerca de 3,0% em 2026. A avaliação reflete a preferência da administração por recompras de ações como principal forma de retorno de capital, além de um ambiente ainda desafiador no mercado de distribuição no Brasil, que caiu de 14,6% no 1T25 para 9,2% no 1T26.

O programa de recompra de ações de 2026, aprovado em fevereiro, permite a recompra de até 55 milhões de ações preferenciais, aproximadamente 4,4% das ações GGBR4 em circulação, e até 1,4 milhão de ações ordinárias, aproximadamente 10% das ações GGBR3 em circulação, estando o programa atualmente em cerca de 21% de sua execução.

Recomendação

Apesar da surpresa positiva, o BBI manteve recomendação neutra para Gerdau e preço-alvo de R$ 21, dada a ainda limitada visibilidade sobre a sustentabilidade dessa melhora no Brasil e o cenário competitivo desafiador,que segue pesando sobre a demanda doméstica no médio prazo. O Morgan Stanley também reiterou classificação neutra e preço-alvo de R$ 22.

Por outro lado, o Goldman Sachs reiterou a Gerdau como sua principal escolha no setor de aço, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 25, destacando a força das operações na América do Norte e uma avaliação atrativa, com múltiplo de cerca de 4 vezes EV/EBITDA (Valor da Firma sobe EBITDA) para 2026 e yield de fluxo de caixa livre de 8,5%, enquanto as expectativas para o Brasil já foram revisadas para níveis mais baixos neste ano.

O JPMorgan e Itaú BBA também mantiveram recomendação equivalente à compra e preço-alvo de, respectivamente, R$ 29,50 e R$ 24.

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