Movida (MOVI3) tem lucro líquido de R$ 125 mi no 1º tri de 2026, alta anual de 59%

A Movida (MOVI3) reportou lucro líquido de R$ 125 milhões no balanço do primeiro trimestre de 2026, divulgado nesta segunda-feira (04). A companhia apresentou alta de 59% na linha quando comparada ao mesmo período de 2025.
“Foi o melhor trimestre dos últimos quatro anos da companhia”, afirma o presidente da companhia, Gustavo Moscatelli, em entrevista ao InfoMoney. O executivo destacou que as orientações fornecidas (guidance, em inglês) para o trimestre foi alcançado e que um novo guidance foi divulgado para o segundo trimestre de 2026. “É o sexto guidance seguido que a gente divulga e bate”, diz.
Leia mais:
- Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira
- Temporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olho
O CEO afirma que o segundo trimestre, sazonalmente, é visto como o pior do ano para o mercado. Mas, ainda assim, a expectativa é que o resultado seja igual ao do primeiro trimestre. O guidance apresentado é entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões, com crescimento de aproximadamente 78% em relação ao 2T25.
A partir da projeção, a expectativa de lucro para o primeiro semestre de 2026 ficaria em R$ 245 milhões, correspondente a 77% do valor apurado em todo o exercício de 2025.
Os pilares do crescimento apresentado no primeiro trimestre, segundo ele, foram os fortes números de diárias, com alta de quase 18% de volume de diárias, com avanço de preço em 7%.
A Movida apresentou receita líquida, no consolidado, de R$ 3,78 bilhões, com recorde para a companhia e aumento de 6% na comparação anual. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 1,56 bilhão, com alta de 17,2% em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda se manteve em 70,3%.
A companhia apresentou alavancagem medida pela dívida líquida sobre o Ebitda encerrou o primeiro trimestre em 2,65 vezes, menor marca dos últimos cinco anos, com melhora sequencial ao ano de 2025.
“A alavancagem do 1T26 pro – forma é de 2,54x considerando um aumento de capital de R$ 690 milhões, conforme apuração feita até o dia de hoje da subscrição das ações no âmbito da oferta publicada no fato relevante de 05 de março de 2026, podendo chegar a até R$ 750 milhões após conclusão do processo”, afirma a companhia.
Segmentos
Sobre as divisões da companhia, o segmento Rent-a-Car (RAC) apresentou taxa de ocupação de 77% contra 72% observados no ano anterior. Com isso, como explica o executivo, a mesma frota gerou mais receita com a mesma quantidade de carros. Além do aumento de preço e a alta de volume de diárias, a companhia também observou melhora na fidelização de clientes, com crescimento de 25% no programa de fidelidade.
No GTF (Gestão e Terceirização de Frotas), que é voltado para contratos corporativos, a rentabilidade obtida é esperada pelos próximos 3 anos, pela natureza dos contratos, que tem duração de 36 meses.
“O rigor e a disciplina de você contratar um projeto com preço certo é fundamental porque você convive com essa rentabilidade pelos próximos três anos”, afirma. O executivo também destacou o crescimento do yield, que é o valor do aluguel sobre o valor do carro, que saiu de de 3% para 3,2% em um ano.
“Na base inteira são quase 150 mil carros, então é muita coisa. Isso mostra que tem uma tendência de melhora contínua daqui para frente”, afirma.
Em relação à frente de Seminovos, Moscatelli destaca que a previsibilidade que a companhia apresenta, somado ao fato de manter o volume de vendas compatível com o necessário para manutenção de frota para o patamar ideal, tem criado o “ciclo ótimo do ativo”.
“Comprar o mix correto, alugar ele durante o tempo correto, no preço correto e depois vender ele no momento correto. Então o ciclo todo hoje está muito estabilizado e aí você consegue ter essa previsibilidade e essa entrega com essa constância, com essa consistência que a gente tem entregado”, diz.
The post Movida (MOVI3) tem lucro líquido de R$ 125 mi no 1º tri de 2026, alta anual de 59% appeared first on InfoMoney.