Prisão de Bacellar, condenação de Castro e mais: entenda impasse no governo do RJ

Em um novo desdobramento do debate jurídico sobre a sucessão do governo do Rio de Janeiro, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, deve continuar como governador do estado até a conclusão do julgamento na Corte sobre o formato da eleição-tampão para o Executivo fluminense.
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Da indicação do vice-governador Thiago Pampolha ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) em maio de 2025 até a eleição mais recente da presidência Assembleia Legislativa (Alerj) na semana passada, a crise política no estado escalona. Veja abaixo os principais momentos:
21 de maio de 2025
Alerj aprova a indicação Thiago Pampolha ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). No mesmo dia, ele renuncia ao posto de vice-governador e assume como conselheiro
3 de dezembro de 2025
Presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar é preso sob suspeitas de conexões com o crime organizado
8 de dezembro de 2025
Por 42 votos a 21, deputados revogam prisão de Bacellar. No dia seguinte, STF impõe medidas cautelares, como afastamento da presidência da Alerj e uso de tornozeleira — na sequência, ele se licencia
23 de março de 2026
Na véspera da conclusão de julgamento no TSE, Cláudio Castro renuncia ao cargo de governador do Rio. Presidente do TJ-RJ, o desembargador Ricardo Couto assume interinamente
24 de março de 2026
O TSE condena Castro a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico. No mesmo processo, Bacellar tem o mandato de deputado estadual cassado
25 de março de 2026
STF começa a julgar as regras do pleito para o mandato-tampão: se via eleições diretas ou indiretas
26 de março de 2026
Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj, mas o TJ-RJ anula a sessão sob o argumento de era preciso aguardar a retotalização dos votos decorrente da cassação de Bacellar
27 de março de 2026
Bacellar é preso pela PF por ordem de Alexandre de Moraes, do STF. No mesmo dia, o ministro Cristiano Zanin concede liminar para manter Ricardo Couto como governador em exercício até a conclusão do caso na Corte
8 de abril de 2026
O STF retoma o julgamento sobre as regras para a eleição-tampão. O relator Zanin reitera o voto pela disputa direta e abre brecha para um pleito único, em outubro
9 de abril de 2026
Sob o argumento de que era preciso aguardar o acórdão da decisão do TSE que condenou Castro, o ministro Flávio Dino pede vista e interrompe o julgamento com placar de 4 a 1 pela eleição indireta
17 de abril de 2026
Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj com 44 votos
23 de abril de 2026
A Alerj pede ao STF que o presidente da Casa retorne à linha sucessória, com Ruas assumindo o governo até a eleição-tampão. No mesmo dia, o TSE publica o acórdão do julgamento que tornou Castro inelegível, reconhecendo que a cassação do mandato não teve efeito em razão da renúncia
24 de abril de 2026
Zanin reitera que o desembargador Ricardo Couto deve continuar como governador em exercício até a conclusão do julgamento sobre o formato da eleição-tampão
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