Ronaldo Fenômeno aproveita Copa para lucrar com publicidade, mas só pensa no tênis

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Ronaldo Fenômeno aproveita Copa para lucrar com publicidade, mas só pensa no tênis

Mesmo anos depois de encerrar a carreira, Ronaldo Nazário segue sem abrir mão da própria imagem construída dentro dos gramados. A proximidade de mais uma Copa do Mundo funciona como catalisador perfeito para reativar esse ativo valioso, e o ex-atacante tem aproveitado o momento para ampliar sua presença em campanhas publicitárias e projetos comerciais. Itaú, Doritos e Mercado Livre são alguns dos exemplos recentes, além da participação do próprio filho em ação do Bradesco, reforçando o alcance familiar da marca “Fenômeno”.

A estratégia não é nova, mas ganha contornos ainda mais claros neste ciclo pré-Copa. Ronaldo entende o peso simbólico que carrega como bicampeão mundial e uma das principais referências do futebol global. Ao mesmo tempo, evita se prender exclusivamente ao esporte que o consagrou.

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Em Orlando, durante a passagem da seleção brasileira, sua postura deixou isso evidente. Ele visitou jogadores, conversou com membros da comissão técnica e esteve com Carlo Ancelotti, mas recusou entrevistas sobre futebol. O único tema aceito foi o tênis.

Não se tratou de acaso ou excentricidade momentânea. O movimento faz parte de um reposicionamento de imagem que vem sendo construído nos bastidores. Em declarações recentes, Ronaldo já afirmou que tem dedicado mais tempo a assistir e praticar tênis do que acompanhar futebol. Em Orlando, chegou a propor desafios e convidar ex jogadores presentes, como Denílson, para partidas improvisadas, transformando o ambiente em uma extensão dessa nova fase.

O interesse vai muito além do lazer. O ex jogador está diretamente envolvido em um investimento robusto no segmento. O recém-lançado Galáticos House surge como peça central dessa estratégia. O clube privado, idealizado por Ronaldo dentro do Reserva Beach Club, em Alphaville, aposta em um conceito que une esporte, convivência e experiência de alto padrão. A proposta é clara: atingir um público extremamente seleto.

Serão apenas 300 títulos disponíveis, com valores a partir de R$ 1 milhão, reforçando o caráter exclusivo do projeto. A estrutura também acompanha esse posicionamento. A arena principal contará com tecnologia de alto desempenho, incluindo sistemas de amortecimento, robôs assistentes e recursos de inteligência artificial. As quadras de saibro seguem padrões equivalentes aos de torneios europeus, enquanto o entorno oferece uma experiência completa, com adega, charutaria, rooftop com restaurante, galeria de arte e áreas de convivência.

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Inserido em um empreendimento com Valor Geral de Vendas estimado em R$ 4,2 bilhões, o projeto amplia o escopo do Reserva Beach Club, originalmente voltado ao surfe, e reforça a transformação de Alphaville em um polo de consumo e experiências premium. Nesse contexto, o tênis surge como eixo estratégico para Ronaldo se conectar com um novo perfil de público, mais alinhado ao luxo e ao lifestyle.

Entre campanhas publicitárias impulsionadas pelo calendário do futebol e investimentos estruturados fora dele, Ronaldo constrói uma transição calculada. Ele não abandona a imagem de ídolo do esporte, pelo contrário, a utiliza como alavanca. Mas o foco, cada vez mais, aponta para outro jogo. Um jogo que se disputa longe dos estádios e mais próximo das quadras, dos negócios e de um mercado disposto a pagar caro pela experiência que ele agora oferece.

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