Verdent atualiza sua plataforma para operar como a primeira equipe de engenharia com IA do mundo criada para builders

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Verdent atualiza sua plataforma para operar como a primeira equipe de engenharia com IA do mundo criada para builders

A Verdent atualizou hoje sua plataforma AI-native para operar mais como uma equipe de engenharia com IA para builders, expandindo a proposta para além da geração de código e cobrindo todo o ciclo de desenvolvimento, do planejamento à execução, da validação à entrega.

A maioria dos builders não deixa de tirar projetos do papel por falta de ideias. O que geralmente impede esse avanço é a distância entre a ideia e o produto que realmente chega a ser lançado — e, tradicionalmente, fechar essa lacuna sempre exigiu uma equipe.

Na prática, isso já aparece em casos de uso reais. Um fotógrafo na Europa desenvolveu, do zero, uma plataforma de e-commerce personalizada e um CRM voltado ao atendimento de clientes, mesmo sem formação em engenharia. Um fornecedor de equipamentos na Índia colocou em operação um sistema de fluxo de trabalho com múltiplos perfis e um aplicativo de faturamento para sua fábrica.

Já um consultor na África Ocidental entregou, ao mesmo tempo, três projetos para clientes: uma plataforma educacional, um CRM bancário e uma intranet corporativa. Juntos, eles mostram o que os primeiros usuários da Verdent ao redor do mundo já estão fazendo: construindo software real sem precisar contratar engenheiros.

É exatamente aí que a Verdent entra. As ferramentas de IA para programação mudaram a forma como o software é escrito. Elas tornaram a geração de código mais rápida, mais acessível e, em muitos casos, mais barata. Mas não resolveram a parte mais difícil do desenvolvimento de software: decidir o que construir, coordenar como isso será feito, validar o que foi alterado e levar o trabalho até um resultado que equipes realmente possam levar para produção.

A Verdent parte exatamente desse ponto. A empresa acredita que o próximo capítulo da IA no desenvolvimento de software não será definido apenas por copilots mais avançados. Ele será definido por equipes de engenharia com IA — sistemas capazes de assumir planejamento, execução, validação e entrega como um fluxo unificado.

Em vez de apenas responder a prompts isolados ou gerar trechos pontuais de código, a Verdent foi projetada para levar o trabalho ao longo de todo o caminho entre intenção e resultado.

Essa continuidade vai além do desktop. A Verdent também funciona de forma assíncrona por meio de ferramentas como Slack e Telegram, permitindo que equipes iniciem e acompanhem o trabalho fora do ambiente tradicional de desenvolvimento. O progresso não para quando você se afasta do computador. Ele continua enquanto founders e pequenas equipes se concentram em decisões de produto, conversas com clientes, operações ou estratégias de go-to-market.

Plan Mode e Agent Mode

Para esse trabalho coordenado, a Verdent agora organiza o desenvolvimento em duas etapas complementares: Plan Mode e Agent Mode.

O Plan Mode auxilia nos projetos em desenvolvimento, analisando o repositório com um conjunto de modelos, incluindo opções como GPT-5, Gemini 3 Pro, Kimi K2, Claude Sonnet 4.5 e Claude Haiku 4.5.

No processo, também é possível puxar arquivos ou pastas inteiras para o contexto da conversa, além de enviar capturas de tela com mensagens de erro para diagnóstico ou compartilhar um mockup de design para a IA transformar em código.

A partir daí, a IA:

  • levanta perguntas para esclarecer requisitos;
  • mapeia casos de uso não previstos;
  • sinaliza riscos técnicos antes da implementação;
  • sugere padrões de design adequados ao projeto;
  • estrutura um plano de execução com etapas claras.

O desenvolvedor revisa, ajusta e valida o caminho antes de qualquer linha de código ser executada.

Com o escopo definido — ou em tarefas mais diretas, como correção de bugs — o fluxo segue para o Agent Mode. Nessa etapa, os agentes passam a atuar diretamente no código: pesquisam, criam e editam arquivos, executam comandos no terminal e rodam testes em tempo real.

As ações acontecem de forma autônoma (visíveis pelo usuário) e intervenções humanas ficam reservadas para decisões críticas, especialmente em mudanças que possam afetar a estabilidade do sistema.

Trabalho paralelo em ambientes isolados

O ambiente de desenvolvimento moderno raramente envolve uma única frente de trabalho. Por isso, é comum precisar interromper tudo para lidar com outras tarefas, como correções de bugs.

Para evitar que esse tipo de sobreposição gere inconsistência, a Verdent organiza o fluxo em duas frentes independentes: as Tasks (voltadas para análises e pesquisas em segundo plano) e os Workspaces (ambientes de código isolados baseados em git worktrees), garantindo:

  • Foco durante interrupções: pesquisas e análises rodam em Tasks paralelas, sem travar a interface nem interromper o fluxo principal de trabalho.
  • Isolamento de código: cada workspace mantém seu próprio estado, histórico de commits e branches, evitando conflitos entre tarefas simultâneas.
  • Troca rápida entre contextos: é possível alternar entre projetos diferentes sem perder estado, configurações ou histórico de cada ambiente.
  • Suporte para IDEs: além do acompanhamento remoto, há suporte e compartilhamento de créditos para as IDEs tradicionais, como VS Code e JetBrains.
  • Uso além da programação: as frentes de trabalho podem ser usadas para necessidades de produto, como estruturar PRDs ou gerar análises de dados sem escrever linhas em SQL ou Python manualmente.

Validação autônoma e integração

O processo de desenvolvimento não termina na escrita do código. Garantir qualidade e confiabilidade exige validação contínua e integração com o ambiente em que o software roda.

Nesse ponto, a plataforma incorpora revisão de código em tempo real e conexão com serviços externos por meio do MCP (Model Context Protocol). Garantindo:

  • Validação contínua de qualidade: agentes especializados executam linting, testes e análises estruturais para identificar falhas, vulnerabilidades e gargalos antes do deploy.
  • Integração nativa com serviços externos: via MCP, a ferramenta acessa bancos de dados (como PostgreSQL), pipelines de CI/CD e infraestruturas em nuvem (AWS e GCP).
  • Depuração mais direta: a IA consegue acessar logs em produção, cruzar informações e atuar no código com base no diagnóstico, reduzindo o tempo de investigação.

Tecnologia premiada

A abordagem da Verdent é sustentada por pesquisa, e não apenas por discurso de produto. Seu trabalho em SEAlign recebeu o prêmio Distinguished Paper na ICSE 2026, uma das principais conferências do mundo em engenharia de software.

Essa pesquisa se concentra em alinhar sistemas de IA às exigências reais da tomada de decisão em engenharia — lidando com tarefas de múltiplas etapas, informações incompletas e restrições práticas, em vez de otimizar apenas a geração de código de forma isolada.

“A geração de código já é abundante”, afirma Zhijie Chen, fundador e CEO da Verdent e ex-chefe de Algoritmos da ByteDance. “O que continua escasso é a conclusão: software que seja planejado, executado, verificado e efetivamente entregue.

Para mais detalhes e baixar a ferramenta, acesse o site oficial da Verdent. A plataforma trabalha com planos escaláveis e oferece um teste gratuito com limite de créditos dobrado para novos usuários.